Personagens do Folclore

Iara ou Mãe D'águaTodos os anos no Brasil, no dia 22 da agosto, é comemorado o Dia do Folclore. Neste dia, celebram-se os mitos e lendas que povoam o imaginário das pessoas ao longo de gerações. A palavra Folclore, vem do inglês Folk ( Povo) e Lore (Cultura) e como o próprio nome já diz, faz parte da cultura popular reunindo diversas personagens que ouvimos falar desde a infância. Alguns são tão populares, que ganharam seu próprio dia comemorativo, como por exemplo o Saci Pererê, que teve o dia 31 de outubro reservado só para ele. Mesmo dia em que se celebra o Halloween americano, data que também reúne lendas e mitos daquele país influenciado pela antiga Europa, região que também tem sua parte no folclore brasileiro, assim como a cultura indígena.

Personagens do Folclore –  Fotos

Aqui estão alguns dos personagens mais famosos do folclore brasileiro:

  • Saci-Pererê – Provavelmente é que mais se destaca no folclore nacional. É possível que sua lenda tenha surgido nas tribos indígenas do sul do Brasil no período colonial. nessa época era representado por indiozinho travesso que possuía um rabo. A aparência do saci que conhecemos hoje, surgiu após a lenda ter subido para o norte, quando misturou-se á cultura africana. Sua característica mais marcante é a perna que lhe falta, dizem ter sido consequência após uma luta de capoeira. Bastante travesso e brincalhão, costuma aprontar na mata e nas casas deixando as pessoas pensarem que estão loucas.
  • Mula-Sem-Cabeça – Outra personagem de peso histórico, a Mula-sem-Cabeça teria sido uma mulher que após envolver-se amorosamente com uma padre, foi fadada a transformar-se todas ad noites entre quinta e sexta-feira no quadrúpede galopante que tem fogo no lugar da cabeça. Existem outras versões para o surgimento da Mula, mas todas concordam que o propósito dela é assustar pessoas e animais nas regiões rurais.
  • Negrinho do Pastoreiro – Essa lenda surgiu no Rio Grande do Sul, na época dos escravos. Conta a lenda que um escravinho de 14 anos era responsável por cuidar dos cavalos e gado de um fazendeiro. Um dia foi acusado pelo patrão por ter perdido um dos animais. Foi castigado e obrigado a encontrar o bicho pela mata, sem sucesso, foi castigado novamente, mas desta vez colocado nu dentro de um formigueiro. No dia seguinte, quando o fazendeiro foi ver sua situação, teve uma surpresa ao ver o menino a salvo sem nenhum ferimento montado no cavalo até então desaparecido. Diz a lenda que um milagre salvou o menino, que após o ocorrido, virou um anjo. Até hoje as pessoas recorrem ao Negrinho quando perdem alguma coisa e o retribuem acendendo uma vela ou comprando-lhe flores.
  • Lobisomem – Essa lenda foi trazida da Europa pelos colonizadores portugueses no século XVI. Acredita-se que um homem foi mordido por um lobo em uma noite de lua cheia. Desde então toma a forma um lobo humanóide nas noites dessa fase lunar e só é possível matá-lo com uma bala de prata no peito. Alimenta-se de sangue até o raiar do sol, quando volta a forma humana. No Brasil, a história ganhou outras origens, como a de que o Lobisomem seria o sétimo filho homem após uma sucessão de filhos homens ou mulheres ou a do filho que não foi batizado.
  • Iara – Essa personagem também é conhecida como Mãe D’água. Dizem ser uma bela mulher morena com rabo de peixe que habita os rios do norte brasileiro. Ela costuma enfeitiçar os homens com seu canto e arrastá-los para o fundo do rio de onde eles jamais retornam. Conta a lenda que Iara era uma bela índia invejada pelos seus irmãos por ser sempre elogiada pelo pai. Um dia descobriu que eles a queriam matar, porém se adiantou e os matou antes. Ela fugiu para a mata, mas seu pai a encontrou e a jogou dentro do Rio Solimões.  Ela foi salva pelos peixes e como era noite de lua cheia, foi transformada em sereia.
  • Curupira – Um ser de estatura baixa, cabelos de fogo e pés virados pra trás que defende a floresta e os animais de seu maior predador. O homem. Costuma assustá-los com uivos e assovios ou então os iludindo. Seus pés ao contrário servem para despistar seu rastro.
  • Boitatá – Em 1560 foi citado pela primeira vez, num texto do Padre José de Anchieta. Representado por uma grande cobra de fogo que costuma castigar com fogo quem provoca queimada nas matas.
  • Boto – Um mito fortemente presente na região amazônica até os dias de hoje. Conta-se que nas noites de festa junina um boto-cor-de-rosa sai dos rios e toma a forma de uma rapaz jovem muito atraente. Em seguida ele encanta as moças e as leva para igarapés, onde as engravida. Possivelmente surgiu com a intenção de explicar um filho antes do casamento ou quando não sabia-se quem era o pai.
  • Caipora – Parente do Curupira, o Caipora anda pelas matas montado em um porco selvagem com o mesmo propósito. Salvar a floresta de caçadores ou quem fizesse mal para as plantas e árvores.

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